“Olhar a escola a partir dos excluídos”, um livro para desocultar a exclusão

A obra de Joaquim Azevedo, professor da Universidade Católica Portuguesa será apresentada a 10 de julho pelas 17.30h na Escola Superior de Educação Paula Frassineti.

Uma leitura sobre a escola partindo dos excluídos é o desafio de um livro que agora foi publicado pela Fundação Manuel Leão e que terá apresentação na próxima quarta-feira dia 10 de julho pelas 17.30h. A obra é da autoria de Joaquim Azevedo e tem como título “Modo de produção da exclusão escolar – Olhar a escola a partir dos excluídos”. A apresentação será feita por José Luís Gonçalves, diretor da Escola Superior de Educação Paula Frassineti. O auditório daquela instituição será o local desta apresentação.

Aproveitando a celebração dos 50 anos da revolução de 25 de abril de 1974, este livro procura “olhar a escola a partir daqueles cidadãos que ela exclui” afirmando que isso “pode ajudar-nos a compreender melhor o modo despercebido, contínuo e desumano como se continua a praticar a exclusão escolar”, refere comunicado enviado para Voz Portucalense.

“A análise de ‘processos individuais de alunos’ que foram marginalizados e abandonaram as nossas escolas públicas traz à luz do dia o persistente ‘modo de produção da exclusão escolar’ e ilumina o papel da escola na humilhação e marginalização de alguns alunos”, pode-se ler na nota.

Este livro pretende formular uma “desocultação” desta realidade e, assim, dar “mais um passo em ordem à construção de uma escola mais equitativa e justa”, assinala ainda o comunicado.

O autor Joaquim Azevedo é professor catedrático jubilado da Universidade Católica Portuguesa. Dirige, desde 2013, o Projeto Arco Maior que acolhe e educa jovens que foram marginalizados e abandonaram as escolas nas cidades do Porto e Vila Nova de Gaia. É autor de vários livros, artigos e outras publicações. Foi dirigente do Ministério da Educação (1987-1993) e membro do Conselho Nacional de Educação (1996-2022).

RS