A guerra é sempre injusta

Por Joaquim Armindo

“O poder destrutivo da violência e da guerra traduz-se em pobreza. A guerra cria refugiados, pessoas que abandonam as suas casas e muitas vezes a sua terra natal para fugir da violência. Os refugiados deixam para trás os seus pertences e recursos; tornam-se instantaneamente empobrecidos. A guerra destrói cidades, casas, escolas, hospitais, colheitas, O poder destrutivo da violência e da guerra traduz-se em pobreza. A guerra cria refugiados, pessoas que abandonam as suas casas e muitas vezes a sua terra natal para fugir da violência. Os refugiados deixam para trás os seus pertences e recursos; eles ficam empobrecidos instantaneamente. A guerra destrói cidades, casas, escolas, hospitais, colheitas, escritórios e fábricas. […] As colheitas são destruídas e as pessoas passam fome. Os reservatórios de água estão poluídos e as pessoas passam fome. Os reservatórios de água estão poluídos e as pessoas estão com sede. As casas são destruídas e as pessoas não têm abrigo nem roupas. Há feridos e a doença se espalha. Eles fazem prisioneiros. Às vezes até os mortos permanecem não sepultados. O desenvolvimento económico e o desenvolvimento humano são claramente impossíveis em condições de guerra e violência.”, professor e teólogo J. Milburn Thompsn, da Bellarmine University, Louisville, KY, USA, citado no artigo “Shalom en sus aspectos bíblicos” do também professor e teólogo John Baptist Antony, na Revista Concilium, dedicada a “Guerra y Paz”, de fevereiro último. De facto, aqui se resume tudo o que qualquer guerra é capaz de criar e que só uma dinâmica de diálogo e compreensão do “outro” pode suster.

Na revista discute-se o que é uma “guerra justa” e uma “guerra injusta”, considerando que a “teoria da guerra justa” é na sua génese “injusta” e conclui o autor (Bernhard Roch), com a “ética da não violência”: “Este enfoque da prática para a prática combina o pensamento da paz justa em debate internacional com as teorias da não violência. […] O papa Francisco que apoia explicitamente uma ética da não violência …cita Madre Teresa de Calcutá, Mahatma Gandhi, Ghaffar Khan e Martin Luther King. Para Francisco o “coração”, decide, quer dizer no íntimo do seu ser, lugar que origina a violência; sendo pequeno ou grande, para a família é também o primeiro lugar onde se deve praticar a não violência. Como “estilo de política para a paz”, a não violência que é praticada sobre as mulheres, como diz o papa. Como conceito, a ética da não violência está fortemente imbuída pelas abordagens feministas, em particular pela ética do cuidado.”

Num outro artigos são lembradas para além da Ucrânia e Palestina e, para que não se esqueça, as do Sudão do Sul, Mali, Burkina Faso, República Democrática do Congo, Etópia, Sudão e Somália. Não esquecendo que a indústria da guerra é o grande ganhador de todos os conflitos.