Obras no Seminário contam com o empenho de sacerdotes e leigos da diocese

Foto: Miguel Mesquita

O ecónomo da diocese do Porto afirma que “as obras só podem avançar com o povo de Deus”. Têm um custo estimado de 12 milhões de euros e incluem a construção de uma estrutura hoteleira. Na manhã de Quinta-Feira Santa será descerrado um memorial para assinalar o início das obras.

“Obras que estão no coração de todos”, diz o ecónomo da diocese do Porto à VP assinalando a importância fundamental da intervenção que se vai iniciar no Seminário Maior do Porto. “Ainda não vamos montar a grua”, refere o padre Samuel Guedes, mas estão reunidas todas as condições técnicas para que, em breve possa ser iniciado este processo de obras.

Padre Samuel Guedes, ecónomo da diocese do Porto

“Volumosas” e “urgentíssimas”, foram os adjetivos que D. Manuel Linda utilizou na sua Nota Pastoral de 8 setembro de 2022 para caraterizar as obras no Seminário. Num texto que dava conta dos trabalhos preparativos desta grande intervenção, o bispo do Porto informava nesse documento que estava a acontecer a passagem dos alunos do Seminário para a Casa Diocesana de Vilar até à conclusão das obras.

Desde o século XVI aquele nobre espaço da cidade invicta já foi Colégio de Jesuítas e Convento dos Frades Descalços de Santo Agostinho, também conhecidos por “Grilos”. As voltas da história fizeram com que as atuais instalações do Seminário Maior do Porto fossem adquiridas ao Estado pela diocese do Porto em 1834. Nos últimos séculos várias obras de conservação e ampliação foram feitas com destaque para a biblioteca, mas esta será a primeira grande intervenção de fundo no Seminário Diocesano de Nossa Senhora da Conceição.

Um memorial para iniciar

As obras no Seminário foram o motivo da renúncia da Quaresma proposta pelo bispo do Porto no Tempo Litúrgico de preparação para a Páscoa, neste ano de 2024. Uma primeira fase que antecedeu o arranque oficial previsto para o próximo dia 28 de março, Quinta-Feira Santa.

Após a Missa Crismal na Catedral do Porto, D. Manuel Linda vai assinalar o início das obras de restauro do Seminário Maior descerrando um memorial do início das obras na portaria do edifício. Um momento que terá a presença dos sacerdotes e diáconos permanentes que estarão presentes na celebração.

“É o melhor dia que temos para deixar essa marca”, revela o padre Samuel Guedes, sustentando que será um momento “ao jeito de uma bênção de primeira pedra” no qual “haverá uma lápide” que assinala este início das obras.

Um custo estimado de 12 milhões de euros

Segundo o ecónomo da diocese junto ao Seminário vai nascer uma estrutura hoteleira que seguirá o modelo de negócio do Vilar Oporto Hotel que funciona no edifício da Casa Diocesana de Vilar.

Maior Oporto Hotel é o nome da empresa já criada pela diocese do Porto para esta estrutura hoteleira, em forma de hospedaria monástica, cuja exploração poderá vir a ser concedida no futuro a um promotor turístico. Uma ideia para ajudar à sustentabilidade do Seminário Maior do Porto.

As obras, que poderão vir a ter o seu início concreto no próximo verão, terão um custo estimado de 12 milhões de euros, decorrendo agora os procedimentos de concurso público para a entrega da empreitada. Cerca de 4 milhões será o custo do restauro do Seminário e 8 milhões de euros o custo da parte hoteleira. Para esta foi feita uma candidatura a fundos comunitários.

Para as obras do Seminário e a sua grande intervenção de restauro, a diocese do Porto conta com a generosidade de todos. O padre Samuel Guedes recorda a este propósito as várias iniciativas que foram desenvolvidas por D. Júlio Tavares Rebimbas aquando da construção da Casa Diocesana de Vilar há 30 anos atrás, como um bom exemplo daquilo que será necessário fazer para este grande projeto.

“As obras só podem avançar com o povo de Deus”, afirma o ecónomo. “E o povo de Deus são os sacerdotes e os leigos empenhados e responsáveis da nossa comunidade”, acrescenta o sacerdote.

RS