Papa condena «vil» atentado terrorista em Moscovo

Francisco alerta ainda para «crise humanitária» em larga escala, na Ucrânia

O Papa condenou no domingo 24 de março, no Vaticano, o “vil” atentado terrorista que atingiu a capital russa, esta sexta-feira, alertando ainda para uma “crise humanitária” de larga escala, na Ucrânia.

“Asseguro a minha oração pelas vítimas do vil atentado terrorista que aconteceu anteontem, em Moscovo”, disse, no final da Missa de Ramos, a que presidiu na Praça de São Pedro.

“Que o Senhor os acolha na sua paz e conforte as suas famílias, convertendo quantos projetam, organizam e dão corpo a estas ações desumanas, que ofendem Deus, o qual ordenou: não matarás!”, acrescentou.

Mais de 130 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas num ataque na sexta-feira dia 22 de março a uma sala de concertos nos arredores de Moscovo, na Rússia, que foi reivindicado pelo Estado Islâmico (EI). O EI afirmou que o ataque se insere no contexto da “guerra violenta” entre o grupo e “os países que lutam contra o Islão”.

O arcebispo de Moscovo, D. Paolo Pezzi, condenou o “brutal ataque terrorista”. “Hoje nossos corações estão cheios de horror e de dor, mas não permitiremos que nos façam esquecer que as nossas vidas e as vidas de todos os homens estão nas mãos de Deus”, sublinhou o responsável católico, em mensagem divulgada pelo portal de notícias do Vaticano.

O Papa presidiu à Missa de Domingo de Ramos, que reuniu cerca de 60 mil pessoas na Praça de São Pedro, segundo dados das forças de segurança.

“Caros irmãos e irmãos: Jesus entrou em Jerusalém, como rei humilde e pacífico. Abramos os nossos corações: só Ele nos pode libertar da inimizade, dó ódio, da violência, porque Ele é a misericórdia e o perdão dos pecados”, apelou, no final da celebração, antes da recitação da oração do ângelus.

“Rezemos por todos os que sofrem por causa da guerra, de forma especial penso na martirizada Ucrânia, onde muitas pessoas se encontram sem eletricidade”, acrescentou.

Francisco sublinhou que os “intensos ataques” russos contra infraestruturas, além de provocarem “morte e sofrimento, comportam “o risco de uma catástrofe humanitária de ainda maiores dimensões”. “Por favor, não esqueçamos a martirizada Ucrânia e pensemos também em Gaza, que sofre tanto, e noutros lugares de guerra”, afirmou.

(inf: Agência Ecclesia)