Chamados à esperança e santidade em Cristo

Por Joaquim Armindo

Tendo presente o 100.º Sínodo da Igreja Lusitana Católica Apostólica Evangélica – Comunhão Anglicana, que agora se iniciou e terá sessões 30,31 de maio e 1 de junho, o seu Bispo José Jorge Pina Cabral, na presença do Arcebispo de Cantuária Justin Welby e do Bispo Emérito Fernando Soares, estabeleceu três pontos primordiais onde usou da palavra com uma saudação em cada uma: o Encontro Inter-Religioso, na saudação eucarística de abertura do Sínodo e na sua primeira sessão, tendo nesta apresentado dois projetos da Diocese da Igreja Lusitana. No primeiro evento, contando com numerosas participações de outras tradições religiosas, marcou  “o caminhar histórico de uma Igreja que tem assumido como dimensão constitutiva da sua Missão, o diálogo e a cooperação inter-religiosa entendidos como caminhos para a fraternidade e para a paz universal.” E que “A riqueza das tradições religiosas aqui presentes e a sua diversidade exprimem bem a realidade atual da sociedade portuguesa caracterizada hoje pela presença e convivência de numerosas comunidades linguísticas, culturais e religiosas. Hoje Portugal é uma sociedade religiosamente diversificada e já muito multicultural.” E, referindo-se, a Welby , os seus “contactos com outras realidades religiosas e culturais, as suas tomadas de posição em defesa da dignidade e valor de cada pessoa e de cada religião, e o seu incansável trabalho pela reconciliação em cenários de guerra e conflitos muitas vezes de origem religiosa, fazem dele hoje, uma referência moral internacional e um exemplo que inspira o nosso agir.”

Já na Eucaristia de abertura do Sínodo o bispo José Jorge enfatizou o seu tema “Chamados à Esperança e à Santidade em Cristo” e referiu ser o Sínodo “um marco histórico no caminhar multisecular de uma Igreja que tem procurado testemunhar a Deus servindo o próximo e a comunidade. O Sínodo Diocesano que é o órgão máximo desta Igreja tem sido a marca colegial de uma história que celebrará este ano 144 anos. A Sinodalidade entendida como uma caminhada conjunta do povo de Deus na ação do Espírito Santo e na aceitação e inclusão de cada batizado marca, pois, a identidade e a missão da Igreja Lusitana. Todos sem exceção, na riqueza dos dons e carismas que assistem a cada pessoa, são chamados a trabalhar e a decidir para que a Igreja de Deus sirva efetivamente o Mundo de Deus. Somos chamados a levar a Esperança de Cristo aos que estão abatidos e sem sentido para as suas vidas. Chamados a uma Vida Santa pautada pelos valores da justiça, da solidariedade e da integridade moral.”

Na primeira sessão do Sínodo lembrou a sustentação da Igreja Lusitana na “Verdade Evangélica e na Ordem Apostólica” e na “ação empreendedora de apenas oito homens em representação de apenas três comunidades eclesiais. Que coragem e que visão estes servos de Deus na ação do Espírito Santo souberam ter e acolher!” e que “sempre entendeu que todos os cristãos batizados são ministros da Igreja; uns chamados a exercer o seu ministério como leigos e outros a servir a Deus através do ministério ordenado.”

Valerá sempre conhecer esta Igreja cristã e os seus empenhamentos sinodais, que ajuda todos a perceber o que é a sinodalidade.