NATO diz que comentários de Trump “prejudicam a segurança”

Candidato a candidato à Presidência dos Estados Unidos encorajou a Rússia a invadir países da Aliança Atlântica com contribuições inferiores a 2% do PIB.

As últimas declarações de Donald Trump “prejudicam a segurança da NATO” e colocam em risco soldados norte-americanos e europeus, afirmou no domingo 11 de fevereiro o secretário-geral da Aliança Atlântica.

Jens Stoltenberg responde, em comunicado, às palavras proferidas na última noite pelo ex-Presidente dos Estados Unidos, que concorre novamente à Casa Branca.

“Qualquer ataque contra a NATO vai ter uma resposta unida e enérgica”, afirma o secretário-geral da NATO.

Stoltenberg espera que, seja quem for o vencedor das eleições presidenciais de novembro nos Estados Unidos, mantenha um compromisso forte com a NATO.

Donald Trump disse no sábado, num comício na Carolina do Sul, que, se for reeleito Presidente dos Estados Unidos, encorajará a Rússia a fazer o que entendesse com países da NATO que não contribuam com pelo menos 2% do PIB para o orçamento da Aliança Atlântica.

“Um dos presidentes de um grande país levantou-se e disse: Bem, senhor, se não pagarmos e formos atacados pela Rússia, vai defender-nos?”, relatou o milionário antes de revelar a resposta: Não, não vou proteger-vos mais. Aliás, vou encorajá-los a fazerem o que quiserem. Vocês têm de pagar as dívidas”, declarou o ex-Presidente. “Não pagou, é delinquente”, disse Trump ao recordar o episódio.

O presidente do Conselho Europeu, o belga Charles Michel, afirma que “declarações irresponsáveis sobre a segurança da NATO e sobre o Artigo 5.º de solidariedade [o ataque a um país da NATO é um ataque contra todos os aliados] serve apenas os interesses de Putin”.

A Casa Branca considera que os comentários de Trump são “terríveis e desequilibrados” e que o candidato republicano está a “encorajar a invasão dos principais aliados por regimes assassinos”.

A Administração norte-americana diz que as declarações de Trump são uma “ameaça à segurança nacional” dos Estados Unidos, “à estabilidade global e à economia interna”.

(inf: Rádio Renascença)