Bispo do Porto exorta fiéis a serem “presença amiga junto de quem sofre”

Foto: Miguel Mesquita

No 32º Dia Mundial do Doente, D. Manuel Linda afirmou que “a novidade definitiva de Cristo assenta em dois pilares: evangelização e cuidado dos frágeis”.

No 32º Dia Mundial da Doente, no domingo 11 de fevereiro, D. Manuel Linda celebrou Missa na paróquia de S. Cristovão de Mafamude em Vila Nova de Gaia e exortou os fiéis a serem “presença amiga junto de quem sofre”. “Sejamos solícitos uns pelos outros. O desvelo fala mesmo sem palavras”, afirmou.

Para o bispo do Porto “a novidade definitiva de Cristo assenta em dois pilares: evangelização e cuidado dos frágeis”. “De facto, como alguém disse, a Boa Nova pode resumir-se à síntese que nos apresenta São Mateus: “Jesus percorria a Galileia, anunciado o Evangelho do Reino e curando todo o género de enfermidades entre o povo”, salientou.

Na sua homilia, D. Manuel Linda dirigiu-se em modo particular aos doentes, aproveitando o facto daquela Eucaristia estar a ser transmitida pela Rádio Renascença e recordou os “milhões e milhões que, em todo o mundo, não têm acesso a um serviço de saúde digno deste nome”. Citou também aqueles que “estão abandonados à sua sorte” e “não têm uma mão amiga que lhes assegure presença e solidariedade”.

Assinalou que há doentes abandonados, às vezes “até pela própria família”. Além de doentes ficam carentes de atenção. A este propósito, D. Manuel Linda destacou as leituras daquela Missa do VI Domingo do Tempo Comum que, “por feliz coincidência, são bem claras, sob este ponto de vista”, apontando o drama dos leprosos.

“No Antigo Testamento, a lepra, a doença das doenças, supunha o afastamento obrigatório do enfermo em relação à comunidade; com Jesus, o que acontece é o acolhimento, a integração, a aproximação familiar e comunitária”, disse D. Manuel Linda.

O bispo do Porto denunciou a falta de atenção para com as pessoas doentes: “com a nossa indiferença, podemos estar a ser sádicos na relação com o irmão que sofre porque, ao não o ajudar, aumentamos-lhe a aflição do abandono e o desgosto do desprezo”, declarou.

Em forma de agradecimento, D. Manuel Linda lembrou “a solicitude do pessoal da saúde”, mas também os “capelães hospitalares e voluntários” e os “grupos da pastoral da saúde” e “visitadores dos doentes”, que partilham “o sofrimento dos débeis”. Em especial, agradeceu “ao Secretariado da Pastoral da Saúde” da diocese do Porto, na pessoa da diretora Dra. Maria do Rosário Alves, “o enorme trabalho que está a ser realizado”.

RS