Casa Sacerdotal: D. Ilda Ferreira celebrou 100 anos

No passado sábado, dia 2 de dezembro de 2023, a Casa Sacerdotal teve o privilégio de celebrar o 100º Aniversário da D. Ilda da Natividade Ferreira. Dito isto há um dado que é escusado, mas que, sendo para nota, se repete que esta menina nasceu a 2 de dezembro de 1923.

Acompanhou o Reverendo padre Domingos Milheiro desde novembro de 1998 em S. João da Madeira, e muito antes, ainda casada e juntamente com o seu marido, deram as mãos a este mesmo sacerdote, acolhendo-o na sua casa, em Alpendurada e Matos logo após o 25 de abril de 1974.

E esta dedicação a um presbítero da Diocese do Porto e mais uma vez fazendo-lhe companhia, cuidando e zelando pelo bem-estar do padre Domingos Milheiro, permitiu-lhe a integração na Casa Sacerdotal da Diocese do Porto. E deste modo, Sua Exa. Rev.ma, Bispo do Porto, Sr. D. Manuel Linda garantiu a sua presença nesta Celebração, juntamente com familiares e amigos da D. Ilda assim como toda a comunidade da Casa Sacerdotal.

Sobre a sua história de 100 anos, sendo que na sua discreta forma de estar de nada se queixa e de muito se rejubila, a D. Ilda casou na Sé do Porto em 1946 sob o testemunho e bênção do Cónego Gaspar Freitas. Foi viver com o seu marido para o Brasil em agosto de 1946, regressando a Portugal em 1973 para ser a doce amiga, a caridosa benfeitora, a delicada senhora de quem todos só podem gostar.

Viúva desde 1984 e “mãe” dedicada do padre Domingos Milheiro, ainda hoje insiste em “regrar” a saúde deste sacerdote.

Sem exigência e sem qualquer imposição consegue imprimir em todos os que a rodeiam um bondoso respeito e em ninguém merecer despeito.

Se a Elegância – como conceito virtuoso de se saber estar, sem qualquer presunção, com adequação, com entusiasmo cativante, sem qualquer comportamento poluído – tivesse de ser representada em pessoa, claramente que teria Ilda da Natividade Ferreira, por nome.

Neste dia de Celebração, uma sua amiga dizia-lhe numa notória reflexão em voz alta: “a senhora é muito importante para nós. A sua paz e palavra amiga fazem mesmo a diferença em nós.”

E entretanto, com uma lucidez notável, com uma mobilidade de jovem, umas mãos bem calhadas para o doce e para a renda, cá temos hoje, a D. Ilda, num dia de cada vez, a VIVER entre nós. E pelo menos com nossa esperança de que seja por muitos mais anos!

Se alguém tiver receio à velhice, passe por cá para conhecer a D. Ilda. Garante-se a dissipação dos ditos receios.

Este texto é curto, pela certeza de que esta é a vontade da D. Ilda mas como é óbvio e todos sabemos há ainda 100 anos por contar.

(inf: Casa Sacerdotal)