Guerra Junqueiro em Congresso de memória

Na sequência da divulgação que fizemos no nosso número de 20 de setembro através da crónica “Guerra Junqueiro revisitado: as presenças de um escritor”, a propósito do livro de Henrique Manuel Pereira “Paisagens Junqueirianos: com Douro ao fundo”, lembramos que autor deste livro orientou a organização de um Congresso Internacional com o tema “Memória de um século (1923-2023)”, dedicado a Junqueiro e ao século que se desenrolou desde a data do seu nascimento.

O Congresso teve três núcleos; 1) no Porto, em 13 de outubro passado, sob a orientação de Henrique Manuel Pereira, José Pedro Angélico, José Rui Teixeira e Pedro Cascalheira, na Universidade Católica, em que foram abordados temas como as relações de Junqueiro com a Galiza, com outros escritores, como Saramago, Bergson, Antero de Quental, João de Deus, e apresentado um espetáculo de poesia, música, vídeo e dança, por inspiração da obra de Junqueiro; 2) em Lisboa, em 17 de outubro, sob a coordenação de Renato Epifânio, na Biblioteca Nacional de Portugal, em que foi assinalado o carácter do pensamento de Junqueiro, a relação com Antero de Quental, com os pensadores Basílio Teles, José Marinho, Teófilo Braga, Sampaio Bruno e Teófilo Braga, para além de uma abordagem às “metafísicas de Guerra Junqueiro” ou “a dor e o mal em Junqueiro”.

Na sexta feira 20 de outubro realiza-se em Coimbra, no Centro de Literatura Portuguesa, sob a orientação de Ana Marques e Maria João Simões, das 14h às 18h, o terceiro  momento deste Congresso com os seguintes temas: Guerra Junqueiro e Coimbra, por Henrique Manuel Pereira; Guerra Junqueiro: Design e marchandizing, por Ana Sofia Teixeira; Relembrando Guerra Junqueiro na produção poética de Maria Helena da Rocha Pereira, por Martinho Soares; Nome de Guerra, a viagem de Junqueiro (excertos do filme comentados pelo realizador); Guerra Junqueiro e a Geração de 70, por António Apolinário Lourenço.

A coordenação de todo este processo está a cargo de Henrique Manuel Pereira, sob o lema “Queimemo-nos a nós iluminando a terra”, inspirado também nas palavras de Junqueiro “A nossa obra é o nosso monumento. Não o cerquemos de grades de ferro, com sentinelas armadas para o proteger. Sim o crítico dos críticos é só ele – o tempo. Infalível e insubordinável”.

CF