Ucrânia: Francisco pede empenho para negociações de paz, em vez de «alimentar a insensatez da guerra»

O Papa renovou hoje as suas críticas à guerra na Ucrânia, pedindo empenho da comunidade internacional para retomar negociações de paz.

“Estou sempre próximo da martirizada população ucraniana, atingida todos os dias por uma chuva de mísseis. Como é possível não entender que a guerra cria apenas destruição e morte, afastando povos, matando a verdade e o diálogo?”, disse, desde a janela do apartamento pontifício, após a recitação da oração do ângelus.

“Rezo e faço votos de que todos os atores internacionais se empenhem verdadeiramente para retomar as negociações, não para alimentar a insensatez da guerra”, acrescentou.

Na última semana, um ataque russo à cidade de Vinnytsia provocou a morte de, pelo menos, 23 pessoas, incluindo três crianças com menos de dez anos de idade.

Moscovo alega ter visado uma “messe de oficiais” nesta cidade no centro do país, cujo bombardeamento foi alvo de duras críticas do secretário-geral da ONU e da Comissão Europeia.

A ofensiva militar russa, iniciada a 24 de fevereiro, causou a fuga de mais de 16 milhões de pessoas, das quais mais de 5,7 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

O Papa quis ainda renovar a sua “proximidade” ao povo do Sri Lanka, a braços com uma crise económica e política, reforçando a mensagem de paz que tinha deixado no último domingo.

“Uno-me a vós na oração e exorto todas as partes a procurar uma solução pacífica para a atual crise, em favor, particularmente, dos mais pobres, respeitando os direitos de todos”, declarou.

Francisco associou-se aos líderes religiosos do Sri Lanka para pedir que “todos se abstenham de qualquer forma de violência e iniciar um processo de diálogo, pelo bem comum”.

O país asiático encontra-se em estado de emergência, por decisão do Governo nomeado pelo presidente Gotabaya Rajapaksa, que na última semana fugiu para as Maldivas, antes de seguir para Singapura.

(inf: Agência Ecclesia)