Domingo de Ramos: bispo do Porto lembrou a “ternura de Deus que está sempre connosco”

D. Manuel Linda exortou os muitos fiéis que enchiam a Catedral do Porto a serem “uma Igreja próxima dos que choram, que tenta enxugar-lhes as lágrimas, dar-lhes pão e conforto”. Afirmou que “as nações só conseguem dialogar quando deixam cair as armas das suas mãos”.

Na celebração de Domingo de Ramos na Catedral do Porto no domingo 10 de abril, D. Manuel Linda sublinhou o “afeto paterno” e a “ternura de Deus” que “com a força do Espírito” nos conduz “pelos caminhos renovados de uma Igreja em saída”.

O bispo do Porto começou a sua homilia recordando “os gestos da multidão de Jerusalém que aclama o Mestre” assinalando a “dupla contradição, tão típica das multidões” que vai “da alegria ou aleluias da festa da entrada triunfal na cidade santa, até à gritaria de ódio que pede a condenação e a morte violenta e sádica”.

No entanto, perante estas “alterações de humor e passagem dos sentimentos mais nobres aos mais mesquinhos” da multidão “o Senhor Jesus mantém a serenidade que O carateriza” – lembra D. Manuel Linda.

Jesus, “não obstante os insultos e o muito sofrimento físico, denota uma paz e tranquilidade que se exprimem no silêncio” porque “confia e se abandona completamente nas mãos de Deus” – frisa o bispo do Porto.

“O Salvador sempre viveu na sensatez e jamais aderiu ao triunfalismo, pois sabe bem que o verdadeiro triunfo é dar espaço a Deus” – afirmou.

“É esta firmeza que evita a angústia” – acrescentou.

D. Manuel Linda declarou a importância dos cristãos não se esquecerem de “copiar” a “serenidade, paz e confiança reveladas em Jesus de Nazaré”.

“Que ninguém desanime e todos se entusiasmem com a ternura” de Deus “que nos envolve e que é não somente a meta, mas já também o caminho” – disse o bispo do Porto sublinhando o processo sinodal em curso.

D. Manuel Linda exortou os muitos fiéis que enchiam a Catedral do Porto a serem “uma Igreja próxima dos que choram, que tenta enxugar-lhes as lágrimas, dar-lhes pão e conforto, curar as feridas biológicas e as da alma e incutir esperança e ânimo”.

O bispo do Porto sublinhou o empenho da Igreja que “procura congregar as boas vontades do mundo” apelando “à racionalidade e à paz” e proclamando “que as pessoas e as nações só conseguem dialogar quando deixam cair as armas das suas mãos”.

RS