Era uma vez…

Tempos atrás, a RTP transmitiu a Eucaristia da paróquia de Fonte Bastardo, Açores, uma terra de que só conhecia o nome pela sua equipa de voleibol.

Por João Alves Dias

Na homilia, o celebrante fez uma ‘síntese inculturada’ da Palavra e terminou com uma parábola.

“Um chinês faleceu e foi para o céu onde foi recebido por São Pedro que lhe disse:- ‘Tu vais para o céu porque durante a vida foste um bom homem. Choraste com os que estavam tristes, alegraste-te com os que sorriam. Aproximaste-te de quem precisava… Mas, antes de entrares na porta do céu, vou abrir a porta do inferno para veres o que lá se passa”. Abriu. E o que viu ele? Um amplo salão e, no meio, uma mesa redonda enorme. No centro da mesa, um prato de arroz chau-chau. À volta da mesa, sentavam-se várias pessoas que, para chegar ao arroz, usavam uns paus muito grandes – como sabeis, os chineses comem com pauzinhos. Mas, como os paus eram muito maiores que os braços, não conseguiam meter o arroz na boca e este caía-lhes pelas costas abaixo. Estavam a morrer de fome e não conseguiam comer por mais que se esforçassem. Ninguém pode morrer duas vezes e elas já tinham morrido uma vez…Era o desespero.

Depois, S. Pedro abriu-lhe a porta do céu. E o que viu? O mesmo salão, a mesma mesa, o mesmo prato de arroz, os mesmos paus, o mesmo número de comensais sentados ao redor da mesa. Tudo igual ao inferno, apenas com uma diferença. Cada pessoa, quando levantava o arroz, em vez de o trazer para a sua boca, metia-o na boca do que estava à sua frente. E assim todos comiam. Estavam contentes. Partilhavam a comida e os sorrisos. Era a felicidade.”

Deixou-nos a refletir. É bom trazer da Eucaristia dominical um pensamento que nos ilumine a semana…

Na Oração Eucarística, quando nomeou o bispo local, D. João Lavrador, recordei os seus artigos na VP e as visitas à ‘nossa’ livraria na rua de Santa Catarina, para consultar as ‘Novidades’ que o Teixeira Coelho mantinha bem atualizadas. Como eram proveitosas as tertúlias que, espontaneamente, se formavam em que até participavam pessoas que passavam na rua e, ao vê-lo, entravam na livraria.

Um amigo que, em 13 de fevereiro de 2011 – 2º “Dia da Voz Portucalense” e 90º aniversário de “A Voz do Pastor”- presidiu, por delegação de D. Manuel Clemente e com a presença de D. Serafim, à Eucaristia que superlotou a ‘Casa Mãe da Diocese’. No final, num gesto de homenagem e gratidão, entregou os diplomas elaborados pelo jornalista Marques da Cruz: ‘Assinante de Ouro’ (assinantes com 50 anos de assinatura), ‘Assinante de Prata’ (25 anos), ‘Assinante de Cristal’ (15 anos), ‘Assinante Dedicado’ (início de assinatura entre 1987 e 1995), ‘Primícia da Voz Portucalense’ (assinatura em 2010), ‘Assinante Divulgador’ (com novas assinaturas em 2010) e ‘Semente de Esperança’ (novos assinantes com menos de 18 anos).

Foi o único bispo não residencial a presidir a um “Dia da Voz Portucalense”. Nos seis restantes, a presidência foi assumida por D. Manuel Clemente em 2010, 2012 e 2013, sempre na Catedral e por D. António Francisco em 2014 na Catedral; em 2016 na igreja de Santo Ildefonso onde se iniciou o cortejo litúrgico da entrada de D. António Barroso no Porto; em 2017, fez domingo quatro anos, no Monte da Virgem, santuário que o nosso ‘Bispo Venerável’ tanto acarinhou.

Gratas recordações.