Joaquim Armindo reúne em livro as suas crónicas na VP

Com o título “Caminhar II”, o diácono Joaquim Armindo [Pinto de Almeida] acaba de editar o segundo volume de crónicas publicadas na Voz Portucalense. O primeiro volume “Caminhar” reunia textos publicados entre 2011 e 2015; o presente 2.º volume reúne as crónicas publicadas nos anos de 2016 a 2020. A edição é da “Tecto de Nuvens”, 2021.

Os nossos leitores conhecem a oportunidade e o teor destas crónicas atentas a acontecimentos, a questões debatidas, a problemas sociais e a dimensões culturais da Igreja e da sociedade portuguesa.

Também terão os leitores conhecimento do caráter ecuménico de muitos dos temas abordados, e este sentido ecuménico encontra-se no prefácio de Helena Pina Cabral e na proximidade com figuras conhecidas da Igreja Lusitana, lembrando a “Escola do Torne”, ou a Igreja Presbiteriana, o exemplo da figura do pastor Manuel Cardoso, “expoente importante do ecumenismo em Portugal”, ou o texto sobre o “Conselho Mundial das Igrejas”, ou a crónica “Católicos e Anglicanos”, lembrando a Declaração comum do Arcebispo de Cantuária e do papa Francisco (pág.46), ou a crónica “Metodismo: 145 anos” (Pág.30), ou “Ecumenismo em missão” (pág.61), ou “Conselho Mundial das Igrejas” (pág. 131).

De resto, ao longo das 45 ou 46 crónicas por cada ano (correspondentes às edições anuais de Voz Portucalense), num total de duas centenas e meia de crónicas, encontramos um universo de temas e problemas que tecem a rede das nossas relações e reflexões pessoais e comunitárias. Bastará lembrar alguns títulos significativos: os de espiritualidade evangélica, como a Ressurreição de Cristo, a ação dos missionários, os desafios futuros à Igreja, as vocações ou a Igreja e Missão. Noutros horizontes encontramos a atenção à cultura, a promoção social, a economia e a ecologia, e as figuras eclesiais, onde se afirmam o Papa Francisco, D. António Barroso, Tolentino de Mendonça, António Marto, Manuel Clemente e o atual Bispo do Porto, Manuel Linda ou o auxiliar emérito António Taipa.

No ano de 2020 sobressai a reflexão sobre as situações e os efeitos da pandemia. Há também algumas figuras populares recordadas pela sua humanidade. E temas como o trabalho temporário, as questões salariais ou a comunicação social. No dizer do prefácio, encontramos “a palavra atenta, como quem vigia e se mantém alerta”, ou como “as circunstâncias da vida são motivo de reflexão”, em estilo geralmente de um cariz positivo e estimulante de novas e boas soluções.

Recomendamos, pois, a leitura ou releitura destas crónicas, que ajudarão a rememorar acontecimentos, e reformular ideias, a redescobrir propostas e a lançar perspectivas de futuro.

CF