Covid-19: mais emergência numa pandemia em aumento

Foto: Rui Saraiva

Presidente da República salientou o exemplo notável das confissões religiosas no combate à pandemia.

Segundo os últimos dados, deveríamos atingir o pico da segunda vaga da pandemia de coronavírus entre a última semana de novembro e os primeiros dias de dezembro. Mas, enquanto isso não acontece, o número de pessoas infetadas continua a crescer. Na sexta-feira dia 20 de novembro registaram-se 6489 infetados e 61 mortes a lamentar.

O presidente da República decretou a renovação do Estado de Emergência até ao dia 8 de dezembro numa comunicação ao país. Marcelo Rebelo de Sousa, citando os “especialistas”, assinalou que as medidas demoram a fazer efeitos, afirmou a probabilidade de uma “terceira vaga” no início de 2021, declarou que não hesitará se forem necessárias “renovações posteriores” do Estado de Emergência e revelou a sua preocupação com a “brutal pressão” sobre o Serviço Nacional de Saúde devido à pandemia.

O presidente da República deixou claro que o Estado de Emergência durará o tempo “que for necessário ao combate à pandemia” para “quebrar a curva ainda ascendente de casos”. “Para não ter de se sofrer um agravamento pesado ao virar 2021” – frisou.

Marcelo Rebelo de Sousa declarou a necessidade de “não parar a economia, a sociedade, a cultura” e pediu aos portugueses para continuarem “a ser solidários” e a não se dividirem entre “os defensores da vida e da saúde, e os defensores da economia”.

“Há mais do que tempo para se ajuizar de atos e de autores, para demarcar campos e para apurar e julgar responsáveis. Não faltarão eleições para isso. Este tempo ainda é outro, o tempo de convergir no possível, mesmo discordando” – afirmou o presidente sem esquecer o contributo “notável das confissões religiosas”:

“E que se atente no testemunho notável das confissões religiosas, que, desde março, têm dado um exemplo de serviço à comunidade, mesmo quando se trata de datas fundamentais para as suas convicções, para as suas tradições.”

O presidente revelou a sua preocupação com quem está a sofrer com a pandemia, sobretudo com quem “tem trabalho perdido, salário cortado, empresa afogada”.

“Não. Não vamos renunciar, nem baixar os braços” – disse Marcelo concluindo o seu discurso afirmando que “nunca desistimos de Portugal”.

RS