Covid-19: médicos de saúde pública admitem novo confinamento  

As infeções por covid-19 continuam a aumentar. Foi já ultrapassada de forma consistente a barreira de mil infetados diários. Os números atuais já ultrapassam largamente os que se registaram no início da pandemia e que obrigaram ao confinamento verificado nos meses de março e abril.

Perante esta situação teme-se agora um descontrolo da situação epidemiológica. Na manhã de segunda-feira, dia 12 de outubro a covid-19 chegou também ao governo de Portugal. O ministro do Ensino Superior, Manuel Heitor está infetado.

Em recente entrevista à Rádio Renascença, o presidente da Associação de Médicos de Saúde Pública, Ricardo Mexia, admitiu que Portugal pode, em breve, atingir dois mil casos por dia. A este propósito considerou que poderá haver um novo confinamento.

“Sinceramente, se a situação continuar a evoluir de forma negativa e atingirmos o limite de resposta de tratamento e começarmos a acumular mortalidade, se não há investimento, se não há recursos a montante para evitar que as pessoas adoeçam, eu não percebo qual é a solução alternativa” a um novo confinamento, declarou Ricardo Mexia à Rádio Renascença

O presidente da Associação de Médicos de Saúde Pública acrescentou não perceber como será possível “controlar a situação” se não existir capacidade para “acolher os doentes”.

Entretanto, o primeiro-ministro António Costa continua a considerar que Portugal não pode voltar a confinar tal como aconteceu nos passados meses de março e abril. E apela à responsabilidade de todos os portugueses no respeito das medidas de proteção: distanciamento social, uso de máscara e higienização.

Nos dados de segunda-feira, 12 de outubro, morreram 14 pessoas e registaram-se 1234 infetados. Em Portugal, desde março, já faleceram 2094 pessoas com covid-19.

RS