MECs: Visita aos doentes em tempo de Covid (2)

Por Secretariado Diocesano da Liturgia

Como dissemos na semana anterior é oportuno e conveniente que os MECs retomem a visita aos enfermos e pessoas mais idosas. E não pensamos apenas naqueles que habitualmente já não podiam deslocar-se à Igreja. Há que ter em conta que a muitos dos habituais frequentadores foi desaconselhada a participação presencial na Eucaristia nesta fase de «desconfinamento». É justo que se lhes proporcione a possibilidade da comunhão sacramental. Quanto aos lares residenciais de idosos, sabemos que as visitas estão sujeitas a condicionamentos e regras muito restritivas que teremos de respeitar pelo bem maior da vida. Qualquer visita dos MECs a estas instituições terá de ter uma justificação «ad hoc» e ser devidamente articulada com os responsáveis.

  1. Antes de entrar na casa que se visita: higienizar devidamente as mãos com o gel, em seguida calçar as luvas e, por fim, colocar a máscara (de preferência a «cirúrgica» ou superior); se a máscara não é nova, higienizar de novo as mãos após a sua colocação (e sempre que se toque nela). NB: a ordem dos gestos é obrigatória. Em relação às luvas descartáveis uma observação: recomendamo-la como medida suplementar de segurança nesta situação concreta. Entretanto, mais importante do que o uso (supostamente correto) das luvas é a higienização das mãos, sempre que haja qualquer contacto com objetos ou pessoas (a começar pelo próprio MEC).
  2. Entrar com o mínimo indispensável. Certificar-se de que haja uma mesa de apoio a mais de um metro de distância do enfermo e que nela esteja colocada uma toalha lavada com uma vela. Será a mesa de apoio do MEC que nela colocará a teca-cibório – sempre fechada – e o ritual (com capa de plástico; pode, nesta fase de emergência, substituir-se por fotocópias que incluam eventuais leituras; estas fotocópias não se reutilizam mas deixam-se na casa).
  3. A celebração, realizada sem correrias nem ansiedade, não deve durar mais de 15 minutos. Na verdade, segundo as autoridades de saúde, todos os encontros que se prolonguem mais de 15 minutos são considerados «de risco», obrigando a quarentena (e 14 dias de susto) se alguém dos presentes vier a testar positivo a COVID-19. Por outro lado, 15 minutos são tempo mais do que suficiente para uma celebração digna e serena com uma palavra de saudação calorosa, ato penitencial recolhido, uma leitura bíblica (dar preferência a alguma do domingo em que se esteja), algumas preces breves, e o rito de comunhão (oração do Pai-nosso, convite à comunhão, comunhão, breve silêncio e oração depois da comunhão); após a conclusão do rito com a invocação da bênção, ainda haverá tempo na despedida para uma palavra que estimule esperança e transmita paz.

O que não convém é «estacionar» para longas conversas como em tempos de normalidade se pode fazer e alguns doentes tanto apreciam. Se houver um jardim ou outro espaço aberto onde o encontro possa decorrer, é aceitável prolongar a visita um pouco mais. Mas num espaço interior, fechado, nunca se devem ultrapassar os 15 minutos. Noutros dias e a horas convenientes, havendo disponibilidade e meios, recorra-se ao telefone para por a conversa em dia.

Entrar com inteligência, levando apenas o indispensável. Manter a distância de um metro ou mais em relação aos doentes e/ou familiares. Nada de apertos de mão, abraços ou beijos: nesta contingência teremos de nos abster em absoluto destes gestos de proximidade, belos e ternos. Mas essa privação não nos impede de ter olhares, gestos e palavras não apenas de cortesia, mas de afetuosa empatia.

No momento da comunhão, retirar a partícula da teca e fechá-la de imediato. Colocar-se em posição lateral (evitar o frente a frente, mais sujeito ao impacto direto e frontal de alguma tosse repentina) e, após o convite previsto, depor a partícula na mão (se possível) ou na boca (na antiguidade, quando a comunhão se dava habitualmente na mão, aos doentes acamados e às crianças dava-se na boca…).