Ecumenismo marca a juventude do Porto e o seu percurso

Teve lugar na Universidade da Beira Interior a 20ª edição do Fórum Ecuménico Jovem no passado dia 26 de outubro. Foram 35 os jovens da diocese do Porto que participaram neste importante evento. Publicamos este texto do Secretariado Diocesano da Pastoral da Juventude

A Sónia, do SDPJ, esteve presente e deixa-nos um testemunho:

“No passado sábado, dia 26, foram 35 jovens da diocese do Porto a porem rodas na estrada e partirem em direção ao centro para participação no XX FEJ na Universidade da Beira interior na Covilhã.

A abertura começou com palavras de boas vindas do Bispo local D. Manuel Felício, Bispo Sifredo da Igreja Metodista em representação do Copic, do João em representação da aliança evangélica e do convidado especial Irmão David da comunidade de Taizé (França). Grande parte das intervenções partiu do mote para o dia, o sermão da montanha onde são apresentadas as Bem-Aventuranças (Mt 5:1-16).

Estiveram presentes a Igreja católica romana, metodista, lusitana, presbiteriana e evangélica.

O Grupo cristão de Sintra animou-nos a manhã com músicas de Mensagem cristã, assim como um stand up comedy com foco na temática acima mencionada e na história da salvação. De forma intercalar, ao longo da manhã fomos provocados com uma história do balão que se entregou totalmente, um testemunho dum jovem que é bombeiro e duma jovem estudante de medicina na Covilhã, que falou da sua experiência na bênção das pastas com uma celebração ecuménica.

Após o almoço partilhado, fomos convidados a participar em grupos em 9 workshops com as temáticas das bem-aventuranças de forma rotativa, havendo variadas e diferenças dinâmicas por trás dessa provocação à reflexão.

Sendo o dia terminado com uma celebração final de envio, cânticos, ação de graças, oração e testemunho de dois jovens que recentemente estiveram fora em missão.

No final, fomos todos provados a ser Sal da Terra.”

O Marco, dos Focolares, deixa-nos também o relato da sua experiência:

“Se tivesse que escolher poucas palavras para contar o que foi o FEJ 2019, uma delas seria com certeza “fraternidade” (ser irmãos). Não no sentido de ser irmãos daqueles que viveram a vida toda juntos e que completam as palavras uns dos outros, mas do tipo de irmãos que não se encontraram durante muito tempo, que falam com sotaques diferentes, usam palavras que se calhar eu não tenho o habito de usar… Assim foi a experiência: encontrar irmãos antes desconhecidos, e descobrir a ligação que existe entre nós, uma ligação que tem um Nome…

Numa possível interpretação do título gostaria de o escrever “Atreve-te a ser…” irmão, para além das diferenças, porque há aqui entre nós um tesouro que nem imaginamos.

Nunca imaginava poder descobrir tanto, tudo numa vez, acerca das palavras das bem-aventuranças, palavras já ouvidas muitas vezes… Em muitos casos, quando oiço esse branco do Evangelho (Mt 5, 1-16), frequentemente uma palavra toca-me em particular, e percebo que algo pode mudar na minha vida. Desta vez foi diferente: não houve nenhum dos versículos que não causasse esse efeito em mim.

Enfim, pensando nas palavras de uma das experiências contadas durante a celebração final; pensando na figura de Jesus na cruz como o máximo do amor, a pessoa que tudo deu e que com a ressurreição tornou-se fonte inesgotável de alegria para todos nós, sinto o título “atreve-te a ser…” um convite a ser como Ele, a dar tudo, a amar mais.”

(inf: SDPJ)