“Estar próximos dos corações feridos”

Foto: Rui Saraiva

D. Manuel Linda presidiu às Ordenações na Catedral do Porto. O Domingo 14 de julho foi dia de festa na diocese do Porto. A Catedral encheu-se de alegria para celebrar a ordenação de dois presbíteros e cinco diáconos. O bispo do Porto pediu aos ordenados para serem próximos de quem sofre a “angústia de viver sozinho”. Lembrou o gesto de compaixão do samaritano e as palavras de Jesus ao doutor da lei: “vai e faz o mesmo”

texto Rui Saraiva    fotos João Lopes Cardoso

A Catedral do Porto foi pequena para tantos fiéis que quiseram participar na Celebração das Ordenações de domingo dia 14 de julho. Foi em ambiente de grande alegria que D. Manuel Linda, presidiu à Eucaristia do XV Domingo do Tempo Comum na qual foram ordenados dois padres e cinco diáconos. Os dois novos presbíteros, que deram recentemente uma entrevista à VP, são Micael Danilo Brito da Silva de S. Martinho de Recesinhos – Penafiel e Tiago Filipe da Costa Santos de Chave – Arouca.

Foram muitos os sacerdotes e diáconos presentes numa celebração onde estiveram os bispos auxiliares D. Pio Alves e D. Armando Domingues, o bispo auxiliar emérito do Porto, D. António Taipa e também D. Américo Aguiar, bispo auxiliar de Lisboa.

Os cinco novos diáconos são César Abílio Ventura Pinto; Filipe Martins de Sousa Vales e José da Silva Coelho do Seminário Maior do Porto e José Almonte Jesús e Misael Fermin Fermin Calderón do Seminário Diocesano Redemptoris Mater. Estes dois novos diáconos do Seminário que está entregue aos cuidados do Caminho Neo-Catecumenal são ambos naturais da República Dominicana.

Na sua homilia o bispo do Porto exortou os novos presbíteros e diáconos ordenados a estarem “próximos dos corações feridos” indicando “metas de felicidade”. D. Manuel Linda sublinhou a importância da proximidade para com aquele que sofre “a angústia de viver sozinho”.

Recordando as primeiras palavras do Rito da Ordenação dirigidas a quem propõe os ordinandos “sabeis se eles são dignos”, o bispo do Porto assinalou a importância da identidade cristã na vida de um presbítero e de um diácono.

Tomando como estímulo de reflexão o Evangelho deste Domingo XV do Tempo Comum, o bispo do Porto lembrou que o “homem débil e à beira da morte” da parábola que Jesus conta ao doutor da lei “representa a humanidade”. O homem que descia de Jerusalém para Jericó e que foi assaltado e maltratado não foi ajudado por um sacerdote e por um levita que por ali passaram, mas foi um samaritano, homem “que vem de longe” que o ajuda fazendo a “boa ação” – salientou D. Manuel Linda.

“Vai e faz o mesmo” são as últimas palavras de Jesus ao doutor da lei – disse o bispo do Porto exortando os novos presbíteros e diáconos a cumprirem o gesto do samaritano, porque “Jesus aproxima-se do ser humano quando ele mais necessita” – acrescentou.

“Neste mundo ferido Jesus retira a dor possível” – declarou D. Manuel Linda que destacou a importância dos novos ordenados cultivarem a “familiaridade com Deus” para depois fazerem “família na Igreja”.

“Na escola de Jesus começa por haver uma familiaridade vertical com Deus que gera a familiaridade horizontal” com os outros – disse o bispo do Porto no final da sua homilia assinalando que os novos presbíteros e diáconos são “enviados para acrescentar família, mais família de Deus”.