“Ajudai as pessoas a encontrar a sua razão de estar no mundo”

Foto: João Lopes Cardoso

O bispo do Porto apelou à construção de uma “Igreja discípula e missionária” na Missa com ordenações de quatro diáconos e um presbítero em dia da Solenidade da Imaculada Conceição

Por Rui Saraiva

A Igreja de S. Lourenço no Porto acolheu na Solenidade da Imaculada Conceição uma Eucaristia com ordenações de quatro diáconos e de um presbítero presidida por D. Manuel Linda. Uma Igreja repleta de familiares e amigos dos ordinandos e também de muito diocesanos que quiseram viver de perto esta grande e intensa celebração. Uma celebração que aconteceu em dia de “festa grande”, como declarou o bispo do Porto na sua homilia.

D. Manuel Linda começou por lembrar a Festa da Imaculada referindo a “iniciativa de Deus que procurou aquela menina de Nazaré”. “Maria, ficou perturbada” – disse o bispo do Porto – mas aceita e “fica no seu interior com o Mistério que lhe chegou”. Este Mistério de Amor é a “vossa tarefa” – afirmou D. Manuel Linda dirigindo-se aos ordinandos.

“Uma Igreja discípula e missionária” é aquilo a que são chamados a construir os diáconos e o presbítero agora ordenados, segundo afirmou o bispo do Porto assinalando a importância de ser promovida a “oração com o povo”.

Destaque especial para o apelo que D. Manuel Linda fez aos ordinandos na sua homilia: “Ajudai as pessoas a encontrar a sua razão de estar no mundo” – afirmou.

“Ajudai as pessoas a dar pleno cumprimento ao plano da sua vida. E este passa pela dimensão religiosa” – declarou o bispo do Porto. Desta forma, os novos diáconos e o novo presbítero estarão a cumprir a Igreja, as pessoas e eles próprios – frisou o prelado.

O bispo do Porto lembrou ainda na sua homilia que os grandes medos da existência não estão relacionados com vivências ordinárias ou quotidianas. D. Manuel Linda declarou que “fora do mistério de Deus as pessoas têm medo”.

“Os grandes medos da nossa existência não são que os produtos subam mais alguns cêntimos, não são que a Lua nos caia em cima da cabeça, que não cai, não são que o nosso clube empate ou tenha uma derrota. Não! Esses não são os grandes medos da existência. Os medos que nos podem acompanhar é se nós não nos cumprimos. Os medos são se nós não chegamos à meta” – declarou o bispo do Porto.