Museu de Arte Sacra: inaugurada a Sala D. Domingos de Pinho Brandão

Rui Saraiva

D. Domingos de Pinho Brandão é o nome da nova Sala do Museu de Arte Sacra e Arqueologia do Seminário Maior do Porto. Espaço que foi inaugurado no passado sábado dia 23 de junho pelas 11 horas na Biblioteca do Seminário Maior do Porto.

Por Rui Saraiva

A sessão solene foi presidida por D. Manuel Linda, bispo do Porto, numa mesa que contou com a presença da Diretora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), Prof. Fernanda Ribeiro e do reitor do Seminário Maior do Porto, Cónego Alfredo Ferreira da Costa.

O bispo do Porto sublinhou, em particular, a importância de ser preservada a “memória histórica” da diocese no âmbito do Museu de Arte Sacra e Arqueologia e através do trabalho de investigação que está a ser feito com o arquivo de D. Domingo de Pinho Brandão. A figura do antigo bispo auxiliar do Porto e que foi fundador do Museu, foi evocada pelo reitor do Seminário do Porto não deixando de agradecer, especialmente, à Faculdade de Letras, pelo trabalho que está a ser desenvolvido com o arquivo de D. Domingos de Pinho Brandão.

Precisamente, a propósito desta colaboração entre o Seminário e a FLUP, a VP falou com a Prof. Fernanda Ribeiro que sublinhou a importância da relação desta instituição a “fundos documentais” por ser uma área na qual a Faculdade dá formação. “Nós temos um Mestrado em Ciências da Informação e um Mestrado em História e Património que tem um ramo de arquivos históricos. Portanto, acabamos por formar pessoas que se especializam nestas áreas e esta ligação que temos estado a fazer com várias instituições como o Seminário, a Santa Casa da Misericórdia, temos agora um projeto com a Livraria Lello, de alguma forma possibilita que alguns estudantes, licenciados ou mestres, possam aplicar os seus conhecimentos” – declarou a diretora da FLUP.

Durante a visita que se seguiu à Sala agora inaugurada e dedicada ao fundador do Museu de Arte Sacra e Arqueologia do Seminário Maior do Porto, D. Domingos de Pinho Brandão, os presentes foram brindados com uma breve mas bela atuação do Coro Gregoriano do Porto. Nesta sala estão quatro magnificas pinturas sobre madeira provenientes da paróquia de Rossas, em Arouca, de onde D. Domingos era natural. Também vários livros, fotos e objetos pessoais evocam a memória do fundador.

Ainda a propósito do Museu de Arte Sacra e Arqueologia, a reportagem da VP falou com o Arq. Pedro Resende Leão que foi um dos responsáveis pela atual intervenção em todo aquele espaço. “ A primeira intervenção foi no Corredor das Lousas de modo a permitir o usufruto deste espaço em toda a sua extensão” – disse o Arq. Pedro Leão sublinhando que a segunda intervenção no Museu foi quando este recebeu “o espólio da escultora Irene Vilar” que tem um espaço lhe é, especialmente dedicado, na zona de acesso às torres e coro alto da Igreja de S. Lourenço.

O Arq. Pedro Resende Leão referiu ainda os outros dois importantes momentos da intervenção no Museu de Arte Sacra e Arqueologia e na Igreja de S. Lourenço: o passadiço edificado entre as duas torres sineiras da Igreja e a nova Sala D. Domingos Pinho Brandão agora inaugurada.

De registar que o trabalho desenvolvido com o Arquivo de D. Domingos de Pinho Brandão estará em breve disponível na internet.