Na crise é preciso trabalhar em equipa

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É recomendável a constituição de um gabinete de crise. Também na Diocese do Porto. Com especial atenção para a saúde das pessoas e para as paróquias com centros sociais paroquiais. A população da diocese do Porto está a sofrer muito com a crise do novo coronavírus. Só através de uma serena e organizada estrutura de comunicação será possível ser presença de Cristo na vida de cerca de 2 milhões de pessoas.

Por Rui Saraiva, Diretor Adjunto de Voz Portucalense

Estado de emergência e luta pela sobrevivência

A situação que estamos a viver com a propagação do novo coronavírus está a deixar a Europa em sofrimento. Em particular, a Itália está a viver uma tragédia. Em Portugal, o Presidente da República declarou o estado de emergência e o primeiro-ministro disse em conferência de imprensa que esta é uma “luta pela nossa sobrevivência”.

“Esta não é uma luta só contra o vírus é uma luta mesmo pela nossa sobrevivência” – disse António Costa. O primeiro-ministro sublinhou que a “curva da pandemia” do novo coronavírus se estenderá “nesta primeira onda pelo menos até ao final de maio”.

Enfrentar a crise fazendo equipa

Quando uma crise como esta se instala levando a decisões tão graves do Estado é essencial não alinhar em amadorismos comunicacionais. Nem em atribuir a quem não sabe funções que têm a alta probabilidade de dar em asneira.

Este não é o tempo de iniciativas individuais ou voluntarismos impulsivos que, não obstante possam ser atitudes plenas de boa vontade, podem colocar em causa anos de trabalho na construção de um vínculo de confiança.

Este é o tempo de fazer equipa onde todas as ações de comunicação devem ser concertadas, ponderadas, fundamentadas, enquadradas e coordenadas. Uma equipa alargada que permita conhecer o concreto da realidade mesmo trabalhando à distância.

Nas organizações com responsabilidades especiais e influência social é recomendável a constituição de um gabinete de crise. Também na Diocese do Porto. Com especial atenção para a saúde das pessoas e para as paróquias com centros sociais paroquiais.

#eurezoemcasa: dar sentido à comunicação

Uma crise que obriga à distância e à não reunião do povo de Deus em assembleia eucarística é muito preocupante. A campanha #eurezoemcasa, da diocese do Porto, partilhando fotos e vídeos de momentos de oração em casa, é o início da criação de um conteúdo que dá sentido ao inadiável trabalho de comunicação a fazer. Uma estratégia para incluir e apelar à participação de todos os que estão em casa. Uma ideia para dar sentido à comunicação e ser fermento de esperança.

Neste âmbito estão a chegar testemunhos em vídeo que publicamos em www.vozportucalense.pt e também fotos das quais publicamos algumas nesta edição impressa. Famílias e grupos que em casa rezam e cantam. E dão graças ao Senhor.

#eurezoemcasa: do Seminário oração, dos bispos consagração

Especial destaque nesta edição de VP para duas atitudes muito importantes de quem reza em casa, mas quer estar próximo de todos. Atitudes que podem ser o início de uma coordenação na crise.

Do Seminário Maior do Porto chegou a vontade dos alunos, do reitor e da equipa formadora de partilharem a vida orante, em transmissão vídeo através da página de facebook da diocese do Porto.

O reitor do Seminário, D. Vitorino Soares, bispo auxiliar do Porto, publicou mesmo uma vídeo mensagem na qual sublinha a sua proximidade com as comunidades das dioceses que têm alunos naquela instituição: Coimbra, Porto e Vila Real. “Estamos unidos na oração” – afirmou.

Do bispo do Porto, D. Manuel Linda, e seus bispos auxiliares, D. Pio Alves, D. Armando Domingues e D. Vitorino Soares, tivemos uma atitude de consagração da diocese à Bem-Aventurada Virgem Maria. Uma oração transmitida através do canal youtube da diocese do Porto.

Nessa oração foi apontada a vontade de “cuidar uns dos outros” numa situação de “calamidade” provocada pelo novo coronavírus na qual muitos estão a passar “mesmo muito mal”.

D. Manuel Linda e seus bispos auxiliares pediram a proteção da Virgem Maria para os profissionais de saúde, as forças de segurança, os funcionários dos Centros Paroquiais e os cientistas e investigadores.

A população da diocese do Porto está a sofrer muito com a crise do novo coronavírus e só através de uma serena e organizada estrutura de comunicação será possível ser presença de Cristo na vida de cerca de 2 milhões de pessoas.