Catedral: sede da consciência diocesana

Foto: João Lopes Cardoso

D. Manuel Linda, no dia da dedicação da Catedral, afirmou ser aquele o lugar onde se ouvem “os gritos de Deus” em protesto “contra as condições dos injustiçados, dos empobrecidos, dos excluídos da história e dos fragilizados”.

Segunda-feira, 9 de setembro, foi dia de celebrar a dedicação da Catedral do Porto. D. Manuel Linda, bispo do Porto presidiu a uma Eucaristia concelebrada pelo bispo auxiliar D. Pio Alves e D. António Taipa, bispo auxiliar emérito. Relevante presença do Cabido Portucalense, nesta data tão especial para a sua missão. A Eucaristia teve a animação litúrgica do Coro da Sé do Porto sob a direção de Tiago Ferreira. Presente também o Coro do Queen’s College, de Londres, de visita a Portugal e que abrilhantou a celebração.

Na sua homilia, o bispo do Porto recordou a importância evangelizadora da Catedral e da sua dimensão de “serviço do povo de Deus”. Em particular, citando o Diretório dos bispos, disse ser a Catedral, “símbolo da unidade crente” reunida com o bispo. Na Sé reúne-se a “Igreja crente que celebra” a fé – sublinhou.

D. Manuel Linda lembrou momentos fundamentais de unidade como o das Ordenações ou da Missa Crismal na Quinta-Feira Santa. Referiu, em especial, que “o doente que vai ser ungido” com os santos óleos, entregues nesse dia da Semana Santa, “pertence a esta realidade unificada”.

O bispo do Porto afirmou ser a Catedral a “sede da consciência diocesana”, um “verdadeiro átrio dos gentios, mas também a casa da família de quantos procuram o Senhor” – frisou.

“Local dos gritos de Deus, não do bispo, em protesto, tantas vezes, contra as condições dos injustiçados, dos empobrecidos, dos excluídos da história e dos fragilizados” – declarou o bispo do Porto.

D. Manuel Linda, saudou, especialmente nesta data, os 21 capitulares do Cabido Portucalense, agradecendo o “notável contributo” que ao longos dos anos têm dado à diocese. “Para que esta seja a igreja de referência do Porto” – disse o bispo do Porto.

(RS)