Bispo do Porto ao Renovamento Carismático: “Vão para o mundo, como discípulos, fazer pesca à linha”

Este foi o convite de D. Manuel Linda aos membros do Renovamento Carismático Católico (RCC), durante a 44ª Assembleia Diocesana.

O encontro, que decorreu nos dias 18 e 19 de maio, na Casa Diocesana de Vilar, reuniu cerca de 550 pessoas sob o tema «Todos somos discípulos na força do Espírito Santo».

Aludindo ao tópico, o bispo do Porto evocou o grupo dos 12 apóstolos de Jesus, «discípulos trabalhados pelo Mestre, a partir do seu coração, mas também discípulos pescadores de homens», estabelecendo com eles uma analogia. «Sei que vocês, membros do Renovamento Carismático, à semelhança dos primeiros discípulos frequentam a escola de Jesus Cristo, mas quero que vão para o mundo, como discípulos, não para fazer pesca à rede, porque essa traz muito lixo, mas para fazer pesca à linha», sublinhou. Esta é a ação missionária que D. Manuel Linda deseja para a diocese, a que privilegia o «contacto pessoal», o «tu a tu». «Peço, assim, a vossa colaboração para que a atividade missionária da nossa Igreja do Porto seja exatamente nesta dimensão», concluiu.

Discípulos à imagem de Jesus

Assistente eclesiástico do RCC na arquidiocese de Braga, o P. José António Andrade foi o orador convidado da assembleia. Os ensinamentos que proferiu incidiram principalmente sobre a missão e as particularidades exigidas aos discípulos de Jesus.

Neste sentido, indicou, os discípulos de Jesus, «como pessoas repletas do Seu Espírito e dóceis a Ele, são chamados e enviados a anunciar, a comunicar e, sobretudo, a experimentar o dom da graça». Importa, pois, «fazer a experiência de Cristo Ressuscitado na nossa vida, fazer o encontro pessoal com Ele na Palavra, na Eucaristia, no sacramento da Reconciliação, no próprio grupo de oração», porque «nunca se pode anunciar algo que não se tenha primeiro vivido», disse.

Se assim fizerem, garantiu, a vida dos discípulos de Jesus torna-se «um contínuo engravidar-se da Sua presença, um gerar-se no Seu ventre, deixando que o Espírito vá burilando na sua vida». E, então, deixando-se conduzir pelo Espirito Santo, mostram-se recetivos aos muitos carismas, mas «sempre para o serviço, para a comunhão. Nunca para a desordem, para a divisão, nunca para o ódio, mas para o amor verdadeiro».

(inf: Rita Santos)