As perguntas (quase) improváveis

Um plano pastoral tem sempre objetivos, ou pelo menos propostas de atividades específicas. Acontece tal no Plano Pastoral da Diocese do Porto, para o corrente ano pastoral.

Por Joaquim Armindo

Quis o senhor bispo do Porto, D. Manuel Linda, elencar algumas propostas “sem qualquer pretensão de hierarquia de importância”, nesse plano cujo lema é “Todos Discípulos Missionários”.

Consta do mesmo plano a apresentação do plano pastoral 2019/2020, se faça em 5 de julho do corrente ano. Será justo assim que, mais ou menos no meio do ano pastoral, todos nos debrucemos se estamos ou não a cumprir as metas traçadas, e se não, corrigir o sentido e determinar medidas eficientes, para a sua correta aplicação. Porque ainda vamos a tempo de conseguir que o plano não seja “um conjunto de papéis”, pensado e organizado, mas não eficaz. Os planos são para se cumprir, a menos que nas suas avaliações intermédias, os mesmos se corrijam, por circunstâncias cuja conjuntura demonstrou a sua não viabilidade. Não há mal nenhum nisso, o mal está em nunca mais pensarmos no “plano”.

Vamos então a algumas propostas do senhor bispo do Porto, coloquemos um ponto de interrogação e respondamos “sim” ou “não”. Se sim, quais os resultados. Se não, porquê. Escreveu: “fazer deste um ano de todas as igrejas abertas, mediante uma escala de voluntariado que assegure vigilância”. Às vezes há quem diga que “não vai lá ninguém”, mesmo abertas; outros, que se não estiver aberta é que não vão mesmo. E como é? Estamos ou não com templos abertos? Escreve, mais adiante: “valorizar os Conselhos Pastorais e criá-los onde ainda não existam”, em outro lado: “promover “encontros improváveis”, tais como debates com pessoas declaradamente ateias, agnósticas ou indiferentes”. Mas mais, escreve: “ir aos registos paroquiais, ver as datas a assinalar e fazer um telefonema ou convidar as pessoas a celebrá-las”. Ou este: “criar grupos de missionários entre vizinhos para a formação da fé, mesmo que tenham de andar de casa em casa”. E o que mais escreve.

A altura de respondermos é agora, na avaliação intercalar, ou então correremos o risco, de quando detetarmos o não cumprimento, já ser tarde. Vamos ao exercício?