Ecologia Económica

Por Joaquim Armindo

“A ecologia estuda as relações entre os organismos vivos e o meio ambiente onde se desenvolvem. E isto exige sentar-se a pensar e discutir acercadas condições de vida e de sobrevivência de uma sociedade, com a honestidade de pôr em questão modelos de desenvolvimento, produção e consumo.”, refere o papa Francisco. Para tal é construído como “desenvolvimento sustentável”, quatro vertentes ecológicas: económica, ambiental, social e cultural. Neste seguimento e no respeitante à ecologia económica, Boff sustenta a existência de vários tipos de economia, os modelos: liberal e neoliberal, verdes e azuis, socialista ecológico, economia solidária, desenvolvimento e da bio economia e um último a que chama “bem-viver” e “sustentabilidade desejada”. Francisco refere na sua encíclica que é necessário questionar todos os modelos de desenvolvimento, da sua produção e do consumo.

Se todos os modelos convergem para uma sustentabilidade, as nossas práticas sabem que assim não será – aliás, como fica demostrada na última “Mensagem-12” inserta na VP. Nem o neoliberalismo, agora a falar em “economia circular” – o que é bom, diga-se -, nem os “verdes e azuis” que defendem uma “economia ambiental”, em que os “verdes” diferem dos “azuis”, porque estes defendem a inclusão da ecologia cultural, nem os eco socialistas ou a “economia solidária”, permitem atingir os paradigmas culturais que ligam os seres vivos à Mão Terra, a Gaia (Nations United, 2000, 2012) e que está difundido em várias terras índias, como em partes da Amazónia. As economias solidárias e de comunhão são passos importantes, para a compreensão da necessidade de uma evolução mais acentuada, em direção a um outro tipo de economia, onde o amor seja o centro, mas ainda vivem em “sistemas de neocapitalismo”.

Boff, no entanto, leva a uma compreensão mais capacitador do que é necessário para um desenvolvimento integral: a profundidade da dimensão espiritual, uma comunhão entre o ser humano e o Criador. Esta relação suporta definitivamente o desenvolvimento integral, e este só é possível na Felicidade, na doação aos outros e ao Outro.