Mensagem: Não ao pastel de nata na Igreja

Muitas das nossas igrejas têm o teto abobadado de pedra e, com exceção das modernas, todas estão dotadas de um arco cruzeiro. É impressionante como toneladas e toneladas de granito se elevam nos ares, como balões. E como aguentam, firmes e estáveis, por cima das nossas cabeças. A ponto de os fiéis nem sequer se colocarem a questão da segurança.

E porquê? Porque o construtor criou uma estrutura, de madeira, que ia suportando as pedras, ajustadas umas às outras. E quando colocou a última, a mais alta, chamada «pedra de fecho», todas adquiriram tal segurança e consistência que a armação de madeira pôde ser removida. E contemplada a beleza da abóbada.

Assim acontece com a nossa Igreja. Todos e cada um cumprem nela a sua função, ocupam o seu lugar na edificação do mesmo corpo. E se faltasse uma única «pedra viva», a construção estaria defeituosa. Mas a beleza e a segurança de todas as outras é-lhes concedida pela pedra de fecho, quase sempre mais destacada e ornamentada.

Os jovens é que constituem esta pedra de fecho, bela e segura. A beleza vem-lhe do investimento em «novidade», a partir da insatisfação perante a rotina do «costume»; a segurança é garantida pelo futuro de vida e dinamismo que eles representam. Como o Sínodo, agora iniciado, irá destacar.

Porém, para isso, precisamos de «pedras» ajustadas, cumpridoras da sua função de charneira. Pedras que descubram o seu lugar na construção e o aceitem. Pedras «vocacionadas» para a família, para a vida religiosa, para a vida missionária e para o sacerdócio ministerial. Precisamos de pedras para estas funções. Pedras seguras e que gerem segurança. Não pasteis de nata que, por mais agradáveis que sejam, só fazem mal e não suportam nada.
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