Paróquias de Vale de Cambra viveram Semana Missionária

Durante uma semana nove paróquias de Vale de Cambra, – Carregosa, Chave, Vila Cova de Perrinho, Codal, Vila Chã, Castelões, Macieira de Cambra, Roge e Cepelos –, divididas em três núcleos, viveram a Semana Missionária, organizado pelo Secretariado Diocesano das Missões (SDM) juntamente com os ANIMAG – Animadores Missionários Ad Gentes.

Para além de celebrações eucarísticas, da via-sacra e de momentos de adoração, durante os seis dias, realizaram-se encontros com os diversos movimentos paroquiais, com a catequese e com os jovens, visitas aos doentes, a escolas e a lares. A encerrar, no pavilhão de Lordelo, foi concelebrada missa solene, presidida por D. António Augusto de Azevedo, seguida de uma festa missionária. À celebração, animada pelos coros das diferentes paróquias, bem como o Orfeão de Vale de Cambra, associaram-se muitas coletividades com os seus estandartes.

“Damos graças a Deus por esta iniciativa, pelo trabalho missionário de tantos homens e mulheres e porque as nossas comunidades paroquiais foram capazes de escutar este convite e souberam responder a este apelo para refletirem nesta dimensão absolutamente central e decisiva na vida da Igreja”.

Citando o Papa Francisco, quando afirma que “a Igreja precisa de uma profunda conversão missionária”, D. António Augusto referiu que “cada comunidade precisa de sair de si mesma e ir ao encontro do mundo, que espera, anseia, precisa de redescobrir a pessoa de Jesus Cristo, a beleza do Evangelho e a força salvífica da Páscoa do Senhor”.

Mais adiante, o prelado sustentou que “a verdadeira missão é levar alguém a dar passos até se encontrar com o Cristo vivo, aquele que verdadeiramente espera e anseia”, desafiando as comunidades a serem capazes “de ajudar tantos que precisam de descobrir a fé a encontrarem na Igreja a mãe que os acolhe e nos cristãos os irmãos que os acompanham nesta aventura de descoberta do verdadeiro Jesus Cristo”.

Para tanto, afirmou: “Não podemos conformar-nos com a mera rotina, remeter-nos ao pessimismo que é sempre estéril e deixarmo-nos silenciar pelo receio. Temos de estar atentos ao mundo, cheio de carências, nomeadamente de cariz espiritual, e aos homens que nos rodeiam, pelo que precisamos de uma profunda conversão missionária. E esta, – prosseguiu –para ser efetiva, para dar resultados concretos, precisa de atenção, cuidado, mas sobretudo de coragem, ousadia e criatividade”.

A concluir, D. António Augusto Azevedo fez votos que esta Semana Missionária tenha “ajudado a redescobrir a força da fé e o nosso compromisso em relação à missão. Que nos sintamos mais movidos no amor de Deus para vivermos envolvidos e comprometidos na alegria do Evangelho que é e será sempre a nossa missão”.

As paróquias que viveram a segunda Semana Missionária na nossa diocese têm como párocos o P. José Araújo (vigário), José Joaquim Ribeiro, Adão Cunha e Joaquim Martingo. Infelizmente, este último, por razões de saúde, tem estado afastado da paroquialidade. (António Rebelo)